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Sou uma Aquariana nata. Me identifico com livros clássicos, músicas que me fazem pensar e filmes intrigantes. Gosto de gatos, quartos vazios, pessoas estranhas e silêncio.

domingo, 14 de novembro de 2010

15 de Novembro


Nós poderíamos ser iguais a todos os casais felizes das novelas. Temos uma boa aparência, ótima educação, gosto refinado... Mas você é um pouco frio, eu sou meio desligada, somos uma multiplicação dobrada de negligencia e apatismo. Eu erro, você ignora, tu sais sem se despedir, eu finjo que ta tudo bem. Mal nos beijamos, suas declarações são previsíveis, eu às vezes desejo outros caras, você... Parece não desejar nada. Talvez se me abraçasse com mais força, talvez se eu fingisse menos, talvez se realmente existisse amor...

Dâmaris Rizzi
15 de Novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Jardim


Eu quero ir pra um jardim de rosas amarelas
Onde se venda comprimidos de amnésia
E os amigos sejam amigos, os namorados, namorados.
Doerá um pouco, mas no final, tudo valerá a pena, minha alma não é pequena
E que todas as lágrimas derramadas sejam de felicidade
Já é tempo de uma nova mudança
Um reino onde todos usem coroas
E todos os amores correspondidos serão para sempre
O pra sempre, nunca acabará
E os poemas ultra-românticos nunca mais serão declamados
Nunca se ouvirá silêncio ou lamentos
Leve-me rápido, mas sem dor, leve-me o mais rápido possível.

Dâmaris Rizzi 17 de Abril de 2009

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Solidão a dois

Eu odeio ver seu tchau. Porque quando se despede de mim, porque quando vai embora, eu sinto que leva contigo uma parte minha, eu sinto que carrega o frasal de minh’alma. Eu odeio não sentir-lhe em meu alcance, odeio quando meus olhos já não são capazes de te encontrar, odeio quando tu não mais me inspiras com teu perfume e quando tuas palavras já não existem... Mas eu odeio mais ainda, a falta que você me faz sentir mesmo quando está comigo, porque eu.... Eu quero mais de você, o máximo que puder dar-me, de uma maneira estranha eu quero abrir-lhe o cérebro e desvendar cada pedaço dele. De você, eu quero tudo o que eu puder ter.

Dâmaris Rizzi
23 de Outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Minha Melhor Amiga

Sempre foi calma. Não havia nada que conseguisse irritá-la e quando conseguiam, logo ficava bem de novo, dizendo sempre com simplicidade ‘deixa, já passou...’ compreendia desde os leigos até os doutores e tratava todos da mesma forma singela, não que fosse em demasia simpática, mas tinha algo que fazia os outros sempre sentirem-se melhores. Nuca foi muito ligada ao mundo lá fora, preferia as coisas vindas de dentro, era impossível ouvir alguém falar mal daquela menina, ela cativava a todos. Eu não fui uma exceção. Pelo contrário, eu me tornei uma célebre e calada admiradora, sempre que podia estar perto dela, eu estava, e me sentia num patamar superior aos demais, bobeira... logo ela saia e ia dar atenção a outro grupo, completamente antagônico. Os anos passaram-se, eu continuei admirando-a. O tempo deixou-a mais viva, mais esperta, mais bonita, multiplicou-lhe as qualidades. O tempo nos aproximou, mas ele nunca me tirou a duvida de como aquela menina, que a primeira vista assemelhava-se com outras tantas pudesse ser tão única. Certa vez, após uma saída rotineira, na hora da despedida, virou-se indo embora e naquele momento... Ah, naquele momento eu poderia jurar que vi asas saírem de suas costas.
- Dedicado a um anjo de nome Carla Pedrini Cardoso. Que em muitas, usou sua mágica para me fazer esquecer os problemas.
04-10-2010
Dâmaris Rizzi

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Poesia Concreta

Se me perguntassem quem sou, eu diria que sou uma poesia concreta. No começo, você acha estranha, ela é diferente das outras poesias que você está acostumado, até tem um certo preconceito, você não sabe decifrá-la. Mas depois, você fica curioso, e começa a analisar aquela poesia e de um jeito estranho, você começa a entende-la e ver que ela faz sentido, apesar de todas as suas peculiaridades, ela realmente tem muito a te dizer, basta conseguir compreende-la. Daí em diante, você passa a sentir uma simpatia por aquela poesia e acaba apreciando-a. Esta sou eu. Uma poesia concreta.
 
 

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